Formação Contínua de Aptidão de Motorista de Veículos Pesados de Mercadorias

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Destinos Práticos

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Descrição


Localidade
Leiria




Data Início
03/04/2023




Data Fim
08/04/2023




Cronograma




Observações




Inscreva-se



decreto-Lei n.º 102-C/2020 Transpõe a Diretiva UE 2018/645, relativa à qualificação inicial e à formação contínua dos motoristas de determinados veículos rodoviários afetos ao transporte de mercadorias e de passageiros;
Deliberação n.º 2369/2010, do Conselho Directivo do IMTT, publicada no Diário da República, 2ª série, de 20 de Dezembro
Decreto-Lei n.º 126/2009, de 27 de Maio
Portaria n.º 1200/2009, de 8 de Outubro
Deliberação n.º 3256/2009, do Conselho Directivo do IMTT, publicada no Diário da República, 2ª série, de 7 de Dezembro
Deliberação n.º 3257/2009, do Conselho Directivo do IMTT, publicada no Diário da República, 2ª série, de 7 de Dezembro
Despacho n.º 26482/2009, do Presidente do Conselho Directivo do IMTT, publicado no Diário da República, 2ª série, de 7 de Dezembro
Despacho n.º 27205/2009, do Presidente do Conselho Directivo do IMTT, publicado no Diário da República, 2ª série, de 18 de Dezembro


Idade Mínima: 0
Idade Máxima: 0
Situação:
Habilitações Mínimas:
Habilitações Específicas:


Actualizar conhecimentos fundamentais para a actividade do motorista, com especial destaque para:
-Segurança rodoviária;
-Racionalização do consumo de combustível;
-Regulamentação relativa ao transporte de mercadorias
-Sensibilizar os condutores para atitudes e comportamentos a adoptar.


Formação contínua – Mercadorias

Módulo 1 – Mecânica e electrónica.

Objectivos:
-Conhecer as características da cadeia cinemática para otimizar a respetiva utilização
-Conhecer as características técnicas e o funcionamento dos órgãos de segurança a fim de dominar o veiculo, de minimizar o seu desgaste e de prevenir os seus disfuncionamentos

Conteúdos:
-Curvas de binário, curvas de potência, curvas de consumo específico de um motor, zona de utilização ótima do conta -rotações, diagramas de sobreposição das relações das caixas de velocidade;
-identificação dos limites da utilização dos travões e dos retardadores, utilização combinada dos travões e do retardador, procura do melhor compromisso entre a velocidade e a relação de caixa, utilização da inércia do veículo, utilização dos meios de desaceleração e de travagem nas descidas, atitude a adotar em caso de falha, utilização de dispositivos eletrónicos e mecânicos, como por exemplo o sistema de controlo ativo de guinada (ESP), os sistemas avançados de travagem de emergência (AEBS), o sistema de travagem antibloqueio (ABS), os sistemas de controlo de tração (TCS) e os sistemas de monitorização do veículo (IVMS) e outros equipamentos, de utilização homologada, para assistência ao condutor ou de automatização.

Módulo 2 – Condução defensiva, económica e ambiental.

Objectivos:
-Saber otimizar o consumo de combustível.
-Ser capaz de antecipar, de avaliar e de se adaptar aos riscos do tráfego.
-ser capaz de assegurar uma carga, respeitando as instruções de segurança e a boa utilização do veículo.

Conteúdos:
-Otimização do consumo do combustível através das qualificações decorrentes dos objetivos estabelecidos no módulo mecânica e eletrónica; importância da antecipação do fluxo de tráfego, da distância adequada em relação a outros veículos e da utilização da inércia do veículo, velocidade controlada, estilo de condução fluida e pressão dos pneus adequada, e familiaridade com os sistemas de transporte inteligentes que melhoram a eficiência da condução e prestam assistência na planificação de trajetos;
-Estar consciente e adaptar-se a diferentes condições da via, do tráfego e meteorológicas, antecipar os acontecimentos; compreender como preparar e planear uma viagem na presença de condições meteorológicas extremas; estar familiarizado com a utilização do equipamento de segurança associado e perceber em que momento é necessário adiar ou cancelar uma viagem em virtude de condições meteorológicas extremas; adaptar-se aos riscos do tráfego, nomeadamente manobras perigosas no tráfego ou distração durante a condução (causada pela utilização de dispositivos eletrónicos, por comer, por beber, etc.); reconhecer e adaptar-se a situações perigosas e ser capaz de lidar com o stress, nomeadamente relacionado com a dimensão e a massa dos veículos e com os utentes vulneráveis da estrada, tais como peões, ciclistas e condutores de veículos a motor de duas rodas; identificar possíveis situações perigosas e interpretar corretamente de que modo elas podem transformar-se em situações em que já não é possível evitar o acidente, e selecionar e implementar medidas que aumentem as margens de segurança para um nível em que um acidente ainda possa ser evitado no caso de os potenciais perigos ocorrerem; atravessamento nas passagens de nível: cuidados especiais face às características dos veículos, em especial dimensão e peso do veículo, visibilidade, tipo e espaço de manobra e tempo de atravessamento; comportamentos a adotar em situação de emergência nas passagens de nível;
-Forças aplicadas aos veículos em movimento, utilização das relações da caixa de velocidades em função da carga do veículo e do perfil da estrada, utilização de sistemas de transmissão automática, cálculo da carga útil de um veículo ou de um conjunto, cálculo do volume útil, repartição da carga, consequências de sobrecarga nos eixos, estabilidade do veículo e centro de gravidade, tipos de embalagens e suportes para a carga; principais categorias de mercadorias que necessitam de acondicionamento, técnicas de colocação de calços e acondicionamento, utilização de precintas de acondicionamento, verificação dos dispositivos de acondicionamento, utilização dos meios de manutenção, colocação e retirada dos toldos.

Módulo 3 – Regulamentação laboral.

Objectivo:
-Conhecer o ambiente social do transporte rodoviário e a sua regulamentação.

Conteúdo:
-períodos máximos de trabalho específicos ao setor dos transportes; princípios, aplicação e consequências dos Regulamentos (CE) n.º 561/2006 e (UE) n.º 165/2014, do Parlamento Europeu e do Conselho; sanções em caso de não utilização, má utilização ou manipulação do tacógrafo; conhecimento do ambiente social do transporte rodoviário: direitos e obrigações dos motoristas em matéria de qualificação inicial e de formação contínua.

Módulo 4 – Regulamentação da actividade.

Objectivo:
-Conhecer a regulamentação relativa aos transporteS de mercadorias.

Conteúdo:
-títulos para o exercício da atividade de transporte, documentos de bordo, proibições de circular em determinadas vias, taxas rodoviárias, obrigações dos contratos-modelo de transporte de mercadorias, redação dos documentos que constituem o contrato de transporte, autorizações de transporte internacional, obrigações da Convenção relativa ao contrato de transporte internacional de mercadorias por estrada (CMR), redação da declaração de expedição, passagem das fronteiras, transitários, documentos especiais de acompanhamento da mercadorias.

Módulo 5 – Sinistralidade.

Objectivo:
-Ficar sensibilizado para os riscos de estrada e os acidentes de
trabalho.

Conteúdo:
-Tipologia de acidentes de trabalho no sector dos transportes, estatísticas dos acidentes rodoviários, envolvimento dos veículos pesados de mercadorias, consequências em termos humanos, materiais e financeiros.



1 – Formação presencial/em sala (turma)


SISTEMA DE AVALIAÇÃO
O Sistema de avaliação a adoptar pela Destinos Práticos vai assim contemplar:

1º- Avaliação Contínua Modular
Esta avaliação tem como finalidade o acompanhamento/ controlo do progresso verificado na aprendizagem dos formandos, devendo ter em consideração o ritmo de aprendizagem individual, no sentido de poderem ser atingidos os objectivos pedagógicos previamente definidos.

Incide essencialmente na forma como cada formando vai atingindo os objectivos referentes aos conteúdos programáticos, bem como no desenvolvimento pessoal e relacional, relativamente a parâmetros como a participação, assiduidade, comunicação, compreensão e capacidade de aplicação dos conceitos adquiridos.

Ao longo da formação serão propostas fichas de trabalho e trabalhos de grupo por forma a ser possível avaliar os conhecimentos adquiridos e detectar dificuldades relativamente a conteúdos apresentados.

Os formandos têm uma avaliação quantitativa no final de cada módulo – Testes de avaliação final do Módulo, Trabalhos de Grupo ou Individuais – sendo avaliados os conhecimentos adquiridos e registados numa escala de 0 a 20 valores, correspondendo à seguinte escala:
-Insuficiente – 0 a 9 valores
-Suficiente – 10 a 13 valores
-Bom – 14 a 17 valores
-Muito Bom – 18 a 20 valores
O Formador avalia ainda parâmetros de natureza qualitativa dos formandos, tais como o comportamento, espírito de observação, domínio das técnicas, expressão oral, sentido de responsabilidade, empenho, entre outros, avaliando o saber, o saber-fazer e o saber-ser, sendo que neste caso a escala utilizada é distinta da anteriormente apresentada:
-Muito Insuficiente
-Insuficiente
-Suficiente
-Bom
-Muito Bom

2º- Avaliação Final de Conhecimentos
A avaliação final de cada Formando, determina o grau de sucesso da aprendizagem, através do confronto dos resultados obtidos na avaliação contínua com os objectivos gerais previamente definidos.

No final do curso de formação, a avaliação do formando, que como referimos, traduz a suficiência dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso em que participou, é calculada por meio de ponderação das avaliações de cada módulo, por média aritmética directa.

A classificação atribuída virá posteriormente expressa no Certificado de Formação Profissional que a entidade entregará a cada um dos participantes.


A classificação atribuída virá posteriormente expressa no Certificado de Formação Profissional que a entidade entregará a cada um dos participantes.
Uma vez concluída a formação, será emitido Certificado de Formação Profissional através do Sistema de Informação e Gestão da Oferta Formativa (SIGO), de acordo com a Portaria n.º 474/2010 de 8 de Julho.


 

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