Cloud Teaching : Propriedade Intelectual e Recursos Educacionais Abertos (PI e REA ) por Francisco Lavrador Pires
" NÃO É FÁCIL. Reconhecer o dramático encurtamento da distância entre a informação e o cérebro . Se há vinte anos nos colocassem uma questão com alguma complexidade, levaríamos bom tempo para nos aproximarmos das estantes de uma bilioteca e a partir daí iniciarmos um difícil processo de pesquisa individual, extração e seletividade de dados, composição de um modelo informacional e elaboração de um documento «à mão» para apresentação / partilha da informação.
Parece já um longo tempo, mas a verdade é que nas últimas duas décadas, a distância entre a informação e o cérebro se tem aproximado do zero, e em poucos anos o desaparecimento dos artefactos físicos e a inclusão simbiótica com orgãos biológicos, parece ser algo de que já poucos duvidam, e que não deixará de levantar questões de natureza (bio)ética, em face da produção acelerada e conjugada com a posse e/ou uso de Propriedade Intelectual a partir de um acervo cada vez maior de Repositórios de Recursos Científicos e Educacionais Abertos com acesso imediato e mesmo automático em tempo real.."
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O lugar da afectividade na Relação Pedagógica
"Depois de analisarmos algumas linhas de investigação sobre a dimensão afectiva da relação pedagógica, apresentamos os principais resultados de duas investigações recentes, conduzidas em escolas portuguesas, a partir das perspectivas de alunos do 2º e do 3º ciclos do ensino básico (Carvalho, 2007; André, 2007). A primeira, entre outras metodologias, recorre à análise de narrativas dos alunos para pôr em evidência a sua (in)satisfação face à qualidade da relação com os professores. A segunda, parte da análise de dados recolhidos através de entrevistas e da aplicação da sub-escala Relacionamento com Professores do Questionário da Vivência Académica (QVA) (Almeida et al., 2002), pondo em evidência as qualidades apreciadas nos professores, mormente as do domínio relacional, em função da idade e do género dos alunos e retirando algumas implicações para a formação de professores."
Concepções ambientalistas dos professores: suas implicações em educação ambiental
"Neste estudo identificam-se as concepções ambientalistas de docentes que se envolvem regularmente em projectos de Educação Ambiental (EA), partindo de um quadro teórico que destaca três perspectivas principais no modo de relação do ser humano com a natureza: o antropocentrismo (visão instrumental), o biocentrismo (reconhecimento do valor intrínseco dos outros seres vivos) e o ecocentrismo (atribuição de valor não instrumental a entidades holísticas, como os ecossistemas). De igual modo quisemos verificar a incidência destas mesmas perspectivas na fundamentação e objectivos dos projectos de EA que os professores implementam nas escolas."
A Formação à Distância do segundo milénio
Conceitos e Tipos de Formação à Distância.
Os métodos activos em formação
"O conceito de métodos activos designa um conjunto de métodos em que o formando é voluntário. Nestes métodos, o formando é o sujeito da formação. Baseiam-se na actividade, na liberdade e na auto-educação. O formando aprende por descoberta pessoal, vivenciando a situação."
10 TED Talks Perfect For the eLearning Industry
"Does eLearning kill creativity? Brind on the eLearning revolution! What do you believe about open-source learning? What eLearning developers can learn for kids? Would you teach at the 100,000 student classroom? What have you learn from online education?"
Algumas considerações sobre a avaliação dos formandos, a formação e o sistema no contexto da formação à distância
"- Avaliação dos alunos
Todo o sistema de aprendizagem, terá de ter incluído um processo de avaliação de conhecimentos adquiridos pelos alunos e do próprio sistema, em conformidade com os objectivos previstos. Avaliação pedagógica dos alunos poderá ser de carácter formativo, realizada ao longo do curso. Este tipo de avaliação é uma importante ferramenta para o estudo pois a sua principal utilidade é apontar erros e acertos dos alunos e dos professores no processo de ensino-aprendizagem. A avaliação formativa é um orientador dos estudos e esforços dos professores e alunos no decorrer do processo, pois está muito ligada ao mecanismo de retro-alimentação (feedback) que permite identificar deficiências e reformular os seus trabalhos, visando aperfeiçoa-los num ciclo contínuo e ascendente. (Santos, J.F.: s.d). A avaliação formativa poderá ser realizada através de testes de auto-avaliação ou com a correcção pelo Tutor, através de trabalhos individuais e/ou de grupo que são disponibilizados na plataforma de e-learning. Uma outra forma de avaliação é a do tipo sumativo. Esta é realizada normalmente com a aplicação de exames finais ou trabalhos intermédios, que podem ser realizados presencialmente ou on-line. Os exames sendo presenciais poderão garantir uma maior credibilidade do que se fossem realizados on-line, na medida em que nesta última opção não há 100% de certeza se será o próprio formando que realiza o exame. No entanto, na minha opinião, a avaliação sumativa fará sentido nas formações que têm em vista uma certificação ou diploma de conhecimentos adquiridos. Se estivermos a falar em formação a distancia no contexto de uma organização, não fará tanto sentido realizar uma avaliação sumativa através da aplicação de exames, pois o formando (neste caso colaborador) será avaliado no seu desempenho profissional na organização, podendo progredir na carreira ou não, mediante aplique correctamente ou não os conhecimentos apreendidos na formação.
- Avaliação da formação A avaliação da formação tem em vista obter dados sobre: - A adequação dos objectivos expressos para o curso; - O nível de satisfação individual; - Opinião/ percepção dos formandos/ tutor sobre o conteúdo programático; - Meios e métodos pedagógicos utilizados; - Aspectos positivos e aspectos a melhorar; - Acção na globalidade, - A componente interactiva do curso, onde se avalia principalmente o tutor, ou seja, avalia-se a motivação induzida por este nos formandos, o interesse e a relevância de todas as discussões síncrona e assíncronas, através dos fóruns, chats, videoconferências realizadas.
- Avaliação do sistema de educação à distância do tipo e-learning ou b-learning
Na avaliação do sistema, avaliam-se: - o modelo adoptado; - as tecnologias; - a organização; - o tipo de avaliação; - o atendimento; - os serviços; - a duração; - o plano da acção; - os sistemas de interacção; - os processos de gestão da própria formação.
Para concluir, em poucas palavras posso afirmar que a avaliação da formação deverá incidir em todas as fases e nos intervenientes (formandos, formadores/tutores, coordenadores e restantes actores envolvidos) do processo formativo, pois é fundamental para melhorar as futuras edições de programas realizados e metodologias adoptadas e para fundamentar eventuais eliminações de programas e metodologias ineficazes."
Fonte: Márcia Mota - Consultora de Gestão da Formação na INSIA - Sistemas de Informação, Lda
Momentos Fundamentais num plano de formação à distância
"A avaliação inicia-se com o diagnóstico de necessidades, pois será em relação a estas necessidades que serão definidos os objectivos e medidos os resultados da acção. Existem vários momentos de avaliação da formação. No quadro a seguir apresento aqueles que serão os principais." Fonte: Márcia Mota - Consultora de Gestão da Formação na INSIA - Sistemas de Informação, Lda
A importância da avaliação da formação
"A avaliação é um processo sistemático, contínuo e integral, destinado a determinar até que ponto os objectivos educacionais foram alcançados. A avaliação tem um sentido abrangente e deve visar a obtenção e o tratamento de informações em relação aos formandos, ao sistema, aos formadores, informações que podem determinar a necessidade de alterar ou não as decisões anteriormente tomadas, com o objectivo de se conseguir obter os resultados esperados.
Segundo Tira-Picos et al (1994), as finalidades da avaliação são: - Seleccionar os candidatos mais aptos para seguirem a formação; - Testar os conhecimentos e competências necessárias para abordar a formação com sucesso; - Situar os formandos ao nível do que lhes convém, em função do desempenho demonstrado; - Controlar as aquisições dos formandos nos vários domínios do saber; - Informar os formandos, situando-os em relação aos colegas; - Orientar, aconselhar ou corrigir os formandos durante a formação; - Verificar se as competências foram adquiridas; - Controlar no final da formação se as competências adquiridas pelos formandos correspondem ao perfil desejado; - Avaliar os objectivos da formação; - Diagnosticar os pontos fracos da formação, através dos resultados obtidos; - Recolher e processar os dados com vista à melhoria da formação. Quando se avalia é necessário saber porque se avalia, o que se deve avaliar de modo a podermos concluir com exactidão, em que medida conseguimos atingir os resultados esperados. Assim, tudo o que envolve o processo formativo deverá ser alvo de avaliação, ou seja: - O programa: conteúdos, fins e objectivos da formação. - A metodologia: o que se faz e como se faz para atingir os fins. - A própria avaliação: de forma a identificar-se se a avaliação utilizada, os meios e os instrumentos se adequam à sua função. - Os formadores: no que respeita à forma como aplicam os métodos e as técnicas e o uso que fazem dos equipamentos e ferramentas colocados à sua disposição. - Os formandos: no sentido de testar em que medida atingiram os objectivos - A instituição e a estrutura de formação , para avaliar a sua flexibilidade na procura e adaptação de resposta às dificuldades surgidas. - Os resultados: devem ser avaliados não só os resultados esperados (aqueles que constam dos objectivos) da formação, mas também aqueles que não foram previstos (efeitos registados no decorrer da acção). A avaliação deverá incidir em todas as etapas de formação, de forma a verificar os resultados em função dos objectivos previamente definidos e, em caso de problemas procurar situar as suas causas ao longo da cadeia formativa."Fonte: Márcia Mota - Consultora de Gestão da Formação na INSIA - Sistemas de Informação, Lda
Metodologias de Formação de Formadores a distância – duas experiências Europeias
Um dos desafios da educação no início do século XXI é a integração das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) de uma forma que resulte num valor acrescentado para o processo de aprendizagem. A educação de adultos pode ser pioneira neste campo, porque o seu grupo-alvo é perfeito para a utilização das TIC nas várias formas de ensino a distância. Contudo, iniciar o ensino a distância não é uma tarefa simples nem óbvia e exige uma preparação metódica.
Competência: distintas abordagens e implicações na formação de profissionais de saúde
Este texto apresenta algumas das principais concepções sobre currículos orientados por competência, analisando essas distintas abordagens em função do referencial teórico que as fundamenta, de suas dimensões constituintes e das consequentes implicações na organização curricular. Aponta, no novo significado trazido pela abordagem dialógica de competência, um caminho para a integração da teoria e da prática na formação de profissionais de saúde.
A formação profissional no século XXI desafios e dilemas
Reflexão sobre a educação no século XXI com enfoque especial à educação dos bibliotecários. Destaca os quatros pilares básicos e essenciais, preconizados pela Unesco, a um novo conceito de educação: aprender a conhecer, aprender a viver juntos, aprender a fazer e aprender a ser.
Coaching Executivo
Os espanhóis têm uma máxima de que gosto muito: “falem de mim nem que seja mal, o importante é que falem”. O Coaching está na moda! Vários artigos sobre o tema estão a ser publicados em diversos meios de comunicação, o que é bom. No entanto, como “não há bela sem senão”, importa esclarecer alguns aspectos, porque anda para aí muita confusão sobre o assunto. A primeira e mais importante questão a esclarecer é a seguinte: O que é o Coaching?
Contextos de formação profissional e ensino
A maior parte dos estudos que fundamentam a distinção entre pedagogia e andragogia (pedagogia para adultos) partem, sobretudo, de dois pressupostos: o primeiro, resulta da dicotomia entre ensino e formação, entre métodos directivos (centrados no professor e no poder de transmissão de saber) e activos (centrados no formando e na dialéctica formando/formador), entre metodologias tradicionais e novas metodologias; o segundo, resulta da crença na existência de especificidades próprias nas crianças e jovens, diferentes das especificidades dos adultos.
A formação de formadores para a Prática na formação inicial de professores, segundo Ângela Rodrigues, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Lisboa
A presente comunicação pretende dar um contributo para equacionar a problemática da preparação profissional dos formadores no quadro da formação inicial de professores. Insere-se numa linha de análise crítica das práticas de formação inicial e pretende salientar a necessidade de pensar criteriosamente a preparação profissional dos formadores ao nível de escola, isto é, dos professores chamados a “orientar/ acompanhar/ supervisionar” a prática profissional dos alunosprofessores.
E - LEARNING PARA E – FORMADORES
Neste artigo faz-se uma contextualização tecnológica da Internet e descrevem-se sucintamente os seus serviços principais no âmbito do e-learning bem como as tecnologias de metadados utilizadas para descrever conteúdos pesquisáveis através da Internet. Apresentam-se os conceitos e descrevem-se as funcionalidades-tipo de Plataformas e-learning, Sistemas de Gestão da Aprendizagem e Sistemas de Gestão de Conteúdos de Aprendizagem, encarados como ferramentas / serviços complementares de suporte a actividades de eLearning. São referidos aspectos e condicionantes da evolução histórica dos conceitos, sendo prospectivada a sua evolução próxima
Duas metodologias de ensino em educação a distância online
No princípio subjacente da indispensabilidade de identificar e aplicar modelos pedagógicos para o ensino e no questionamento do ensino-aprendizagem na modalidade de educação a distância – regime online, procura-se, com este artigo, mostrar a relevância de duas metodologias ao serviço deste regime. Após uma introdução que pretende justificar o artigo dentro da temática da revista, desenvolve-se o conteúdo seguindo três pontos. O primeiro ponto tem por função contextualizar o tema de modo a evidenciar condições que dêem visibilidade às Metodologias seleccionadas. O segundo ponto identifica, caracterizando, as Metodologias em estudo e que se designam por “resolução de problemas” e “foco organizador”. Nele se clarificam, quanto à aplicação de uma ou outra metodologia, alguns dos objectivos de aprendizagem pretendidos, na relação com a tipologia das estratégias a implementar e a natureza das actividades a desenvolver. No terceiro ponto, procura-se traçar uma linha condutora entre as Metodologias analisadas e a educação em regime online.
INFORMÁTICA E EDUCAÇÃO: UMA REFLEXÃO SOBRE NOVAS METODOLOGIAS, segundo Núbia Poliane Cardoso Teixeira e Alberto Einstein Pereira de Araujo
O uso e desenvolvimento da informática levou o computador a se tornar uma parte do quotidiano das pessoas. A educação não deve ficar alheia a esse processo, isso impõe aos profissionais envolvidos o enfrentamento de novos desafios. O uso de softwares de escritório na produção de material didáctico surge como uma maneira de contornar a falta de uma infraestrutura condizente com as necessidades, além de permitir uma abordagem mais próxima da realidade do aluno.
Sistemas e Metodologias de Formação Profissional em Portugal
A formação contínua de formadores visa promover a actualização, o aperfeiçoamento e a aquisição de novas competências pedagógicas, transferíveis para a sua prática como formadores, ao nível da animação da formação e, também, no sentido alargado da sua função, na concepção e elaboração de programas de formação e de materiais pedagógicos, na gestão e coordenação de formação, no campo da investigação e da experimentação de novas abordagens e metodologias aplicadas a públicos e contextos diversificados e em várias modalidades de formação.
A avaliação nos ambientes virtuais de aprendizagem - AVA
Uma questão fundamental no Projeto Político Pedagógico (PPP) das instituições de ensino é a avaliação em suas múltiplas facetas, que há muito é objeto de conflitos e discussões tanto para os docentes quanto para os discentes na modalidade presencial. Assim sendo, questiona-se de que forma a avaliação encontra-se situada na Educação a Distância (EaD). Segundo o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa o termo avaliação pode ser entendido como o “acto de avaliar”. Avaliar significa: “determinar valor de; compreender; conhecer seu valor”. (FONTE). Na verdade, a avaliação é uma etapa do processo de ensino, cujo objetivo é garantir a aprendizagem, evidenciar posturas e escolhas metodológicas bem como o resultado dos objetivos educacionais.
Metodologia de Avaliação de Cursos On-line – Abordagem teórica
Este trabalho tem por objetivo propor uma metodologia de avaliação para cursos desenvolvidos para ambientes web. A premissa é de que em ambientes mediados por computador é preciso mudar a forma de medir os resultados - de tarefas cumpridas, páginas vistas e outras formas usuais de obter e analisar relatórios, para uma forma de avaliar voltada para medir o aprendizado do aluno.
Estudo: Formador - Como e porquê muda uma profissão?
Está a ser elaborado um Estudo, pela Quaternaire Portugal, S.A, após a adjudicação pelo IEFP, IP/Centro Nacional de Qualificação de Formadores, com a designação "Formador - Como e porquê muda uma profissão?". Trata-se de uma investigação de particular relevância no contexto de revisão do perfil do formador e de alteração legislativa relativamente ao seu processo de certificação.
Educação Just-in-Time: o aprendizado na era da informação globalizadas
Parafraseando o americano Vernon Law, jogador de beisebol, o problema da experiência é que o teste prático ocorre antes da aula. Ou os alunos passam horas incontáveis dentro de salas de aula adquirindo conhecimento que só será aplicado alguns anos mais tarde (se é que algum dia será aplicado) ou são submetidos a testes antes de terem tido a oportunidade de aprender aquilo que é necessário. Não seria muito melhor que adquirissem o conhecimento em tempo real, quando e onde precisassem dele?
Aprendizagem na Europa em 2025: Uma visão, segundo elearningpapers
Graças ao uso massivo e natural que se faz das tecnologias no quotidiano, estas adquirem um poder de emancipação de oportunidades e de capacidades para as pessoas aprenderem, favorecendo uma tendência espontânea de meta cognição e de apropriação do seu processo de aprendizagem.