Qualidade: uma condição para gerar confiança nas qualificações
"A recomendação de 2008 relativa ao Quadro Europeu de Qualificações (QEQ) estabelece, os princípios de garantia da qualidade que devem presidir à implementação do quadro.
O valor de uma qualificação tem de inspirar confiança. A possibilidade de utilizar um certificado ou um diploma para fins de emprego ou no ensino pós-obrigatório depende, em larga medida, dos resultados da aprendizagem adquiridos por uma pessoa que tenha concluído um programa de estudos e obtido aproveitamento nos exames obrigatórios.
A confiança assenta em sistemas de garantia da qualidade. As instituições de ensino e formação que não dispõem de sistemas de garantia da qualidade correm o risco de se verem a braços com «qualificações» falsas."
Fonte: CEDEFOP
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Desfragmentação de conteúdos no E- Learning
"As Formas de Aprendizagem e a aquisição de conhecimentos e competências têm evoluído imenso nos últimos anos. A crescente competitividade motivada pela globalização tem como consequência, a necessidade de colocar pessoas qualificadas mais rapidamente no mercado. Isto implica adquirir conhecimento, qualificação e competências de forma mais célere. As TIC, como é do conhecimento geral introduziram mudanças profundas na área da formação. Estas ferramentas são a chave para a resposta ás exigências competitivas deste sector. Estamos na era do trabalhador do conhecimento e tal como dizia Peter Drucker, quem detiver o conhecimento, detém a vantagem competitiva. Esta irá transferir-se dos valores materiais para o conhecimento e para o intelecto."
Fonte: José Guerra
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Cursos de equivalência ao CCP
"Na sequência da publicação da Portaria n.º 214/2011, de 30 de maio, que estabelece o regime da formação e certificação de competências pedagógicas dos formadores, que desenvolvem a sua atividade no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações (SNQ), o IEFP, IP produziu o novo referencial de formação pedagógica inicial de formadores, cujo desenvolvimento passa a dar acesso ao Certificado de Competências Pedagógicas (CCP). Neste contexto, as candidaturas pela via do reconhecimento de diplomas ou certificados de habilitações de nível superior, obtidos em Portugal ou no estrangeiro, são analisadas à luz do referencial agora em vigor."
Fonte: IEFP
Formação para quê?
O que ganham as entidades com a formação
"Torna-se fundamental, que a formação, esteja alinhada com os objectivos da organização, assente em estratégias concertadas dos Recursos Humanos para que daí resulte: um aumento da qualidade e quantidade da produtividade do trabalho, implementar atitudes positivas de desenvolvimento pessoal dos trabalhadores e essencialmente, para ajudar a organização a responder às condições dinâmicas do mercado."
Classificação Portuguesa Das Profissões de 2010
"A Classificação Portuguesa das Profissões de 2010, abreviadamente designada por CPP/2010, elaborada a partir da Classificação Internacional Tipo de Profissões de 2008 (CITP/2008) pelo Instituto Nacional de Estatística, I.P. (INE, I.P.), com a colaboração das entidades em anexo, destina-se a substituir a Classificação Nacional de Profissões de 1994 (CNP/94) do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) harmonizada com a CITP/1988."
Terminologia de Formação Profissional
Lista Alfabética de Termos e as suas Definições Correspondentes.
Gestão por Competências – Uma Questão de Sobrevivência em um Ambiente Empresarial Incerto
"A busca pela eficiência e eficácia é o grande objetivo organizacional que a Administração busca alcançar, mudanças no ambiente empresarial marcado pela constante incerteza têm levado várias empresas a repensarem seus recursos organizacionais, principalmente os Recursos Humanos. Nesse contexto, a gestão por competências sugere uma nova forma de organizar os recursos humanos da empresa frente as novas necessidades impostas pelo ambiente empresarial, ajudando diversas organizações a alavancarem o desempenho de seus colaboradores e tornando a empresa eficiente e eficaz para vencer a competitividade do mundo globalizado em que vivemos."
A formação profissional no século XXI: desafios e dilemas
"A chegada do século XXI vem marcada com algumas características: o mundo globalizado e a emergência de uma nova sociedade que se convencionou chamar de sociedade do conhecimento. Tal cenário traz inúmeras transformações em todos os setores da vida humana. O progresso tecnológico é evidente, e a importância dada à informação é incontestável. O progresso tecnológico atua, principalmente, como facilitador no processo comunicacional. Agora é possível processar, armazenar, recuperar e comunicar informação em qualquer formato, sem interferência de fatores como distância, tempo ou volume."
Prevenir a obsolescência de competências
"A maioria dos pais que já tiveram de pedir ajuda aos seus filhos para resolver problemas com o seu computador ou telemóvel já foram confrontados com essa sensação de obsolescência, a sensação desagradável de que as suas competências estão desatualizadas. A nível familiar, este tipo de situação provoca apenas um embaraço. No trabalho, a obsolescência de competências pode alcançar proporções mais graves."
O desafio da Europa em matéria de competências
"As principais conclusões das últimas previsões do Cedefop relativas à procura e à oferta de competências na União Europeia para o período de 2010-20 indicam que, embora as perturbações económicas previstas para o futuro afectem o número de oportunidades de emprego projectado, as tendências dominantes irão manterse, incluindo um aumento dos empregos que exigem mais competências e um maior número de empregos no sector dos serviços."
História da Educação
"Pedagogia é a teoria crítica da educação, isto é, da ação do homem quando transmite ou modifica a herança cultural. A educação não é um fenômeno neutro, mas sofre os efeitos da ideologia, por estar de fato envolvida na política."
Interferências do Português na Aprendizagem do Espanhol
"O que seria o portunhol? Pode ser considerado uma caricatura, língua ou dialeto. Essa variedade de definições está diretamente relacionada à variedade de usos que o portunhol, ou portuñol, em espanhol, possui. O certo é que a sua versão mais caricata, usada constantemente em programas de humor, filmes, telenovelas e propagandas, é mais bem conhecida pelos brasileiros do que pelos hispano-falantes. Ou melhor, é uma produção genuinamente nacional.
Devido à semelhança que há entre o português e o espanhol, semelhança que não impede que haja muitas diferenças que as definem e constituem como duas línguas diferentes, surgiu no imaginário brasileiro uma visão caricaturada do espanhol, em que consistia que se trocassem algumas palavras do português por palavras inexistentes na língua espanhola, mas pronunciadas conforme esta língua, como, por exemplo, os ditongos (buela por bola) ou palavras que, em português, terminam em -ão por-ón (carrón como tradução de carrão).
Conforme uma professora do Curso de Espanhol em São Paulo diz, dada a força imaginária que o portunhol possui entre os brasileiros, ele converte-se como a própria língua espanhola em alguns contextos, como na produção de paródias e de anúncios, paródia que muitos brasileiros consideram como sendo a própria língua espanhola. Seria, conforme a professora, a maneira mais fácil de o brasileiro ter acesso a uma língua estrangeira, sem a necessidade de estudá-la.
Essa versão caricaturada não existe por parte dos espanhóis em relação ao português. “Muitos apontam este fato para uma questão cultural que explicaria o porquê de o portunhol ser uma criação dos brasileiros: por sermos mais espontâneos com os estrangeiros e por existir em nossa cultura o famoso “jeitinho” brasileiro, que sempre encontra uma solução frente a uma dificuldade, comenta a coordenadora do Curso de Espanhol em Natal . Porém, há uma explicação mais “científica”: nós os falantes de português temos mais facilidade de entender o espanhol do que o nativo de língua espanhola de entender o português, devido principalmente a aspectos fonéticos (o português tem mais sons, fonemas, que o espanhol)."
Fonte: Language Trainers
O Sistema de Formação Profissional em Portugal
"Os volumes desta série propõem uma descrição do ensino e da formação profissional inicial e contínua (EFP). A parte relativa à formação inicial descreve os seus dispositivos que, em certos países, são da responsabilidade dos Ministérios da Educação e, noutros, dos Ministérios do Emprego ou Assuntos Sociais. A parte que respeita à formação contínua descreve os dispositivos que se destinam a pessoas com ou sem emprego, desenvolvidos por uma vasta gama de organismos, quer públicos, quer privados, quer por organizações dos parceiros sociais."
História e Reflexão da Formação do Professor: A Ideologia da Elite e a Máquina do Estado
"Este projeto analisa a formação do professor a partir de concepções históricas e através de inferências a partir de relações de poder entre dominadores e dominados. Analisamos o contexto histórico, a influência imperial e governamental na formação de professores, este último, em sua formação tecnicista não conseguiu emancipar-se do senso comum."
Uma visão sobre formação das competências individuais, profissionais e organizacionais
"Ao escrever sobre habilidades e competências é possível se perceber que é uma problemática enfrentada pelas organizações no mundo globalizado. Este estudo busca por meio de uma revisão da literatura situar a visão sobre a formação das competências individuais, profissionais e organizacionais no contexto das organizações. Isso levou a percepção de que há algumas correntes de estudo das competências e que estas são estruturadas com base na definição da estrutura organizacional passando pelos aspectos da competência essencial, organizacional, profissional e individual, ou seja, nas organizações a última visão da competência está no indivíduo."
Comunicação e Educação na Formação de Professores
"O uso e a aplicação de tecnologias da comunicação e informação, TIC, integram actualmente um conjunto de meios de trabalho preconizados para o sucesso e a optimização da dinâmica do processo de aprendizagem, envolvendo docentes e alunos, para além da própria interface de TIC."
A Formação Profissional e o desenvolvimento de novas competências
"Numa era em que as regras da competitividade ditam o sucesso empresarial, a Formação Profissional é o instrumento ideal para minimizar a diferença entre um estádio actual e um estádio desejado. É a ferramenta certa para impor e direccionar as competências dos Recursos Humanos, de forma a permitir a adaptabilidade dos colaboradores à mudança."
Formação de Professores, coordenação de Maria Freire
Este número da revista Sísifo, consagrado à temática da formação de professores, foi pensado e elaborado durante o ano de 2008. Esse ano, no que diz respeito aos professores de ensinos básico e secundário, em Portugal, foi também o ano de todos os descontentamentos. Em 2008, em resposta ao apelo de todas as organizações sindicais e também de diversos movimentos espontâneos e autónomos, por duas vezes, os professores se concentraram e desfilaram nas ruas de Lisboa.
Da formação por competências à prática docente reflexiva
A formação por competências e a reflexão são, na actualidade, os conceitos mais utilizados por investigadores e educadores diversos, os quais salientam a sua inesgotável importância na formação do ser/fazer e do agir pedagógico. Assim, enfatizaremos neste estudo as competências e a reflexão e a sua importância no processo educativo de um modo geral e, especificamente, no que tange ao ensino de Graduação em Enfermagem, destacando o desafio de ser educador numa sociedade que se transforma aceleradamente, faz-se e desfaz-se, e nesse contexto, preconiza-se preparar o enfermeiro-professor para uma prática docente reflexiva.
Construção e desenvolvimento das competências profissionais dos professores por Manuela Esteves
Teixeira ocupou-se das concepções de professores supervisores acerca das competências necessárias ao exercício dessa função. Os inquiridos discriminaram competências em dois planos: o do saber científico e o das qualidades pessoais, tendo atribuído à experiência e à auto-formação a origem das competências de que se julgavam portadores.
Competência – essência e utilização do conceito em ICVT por Martin Mulder
O conceito de competência suscitou muita atenção nas últimas décadas. Alguns estudiosos consideram que este conceito não tem qualquer utilidade, porque o vocabulário que temos para descrever, planear, executar e avaliar a educação e a formação (profissionais) é suficiente; outros não vêem grande divulgação do conceito; outros ainda entendem que o desenvolvimento da competência é difícil de medir.
Estudo comparativo de modelos de gestão das competências (Uma visão da Europa), por Paulo Silva
Num mundo de mudança de paradigma, da digitalização das actividades económicas e da vida social, da reorientação das actividades produtivas, da flexibilização e da polivalência das relações laborais, da adaptabilidade permanente às novas tecnologias e às mudanças estratégicas, a gestão dos recursos humanos não pode mais ser vista como um parente meramente administrativo na gestão da organização.
Enfermagem no desporto : Que formação? Que competências? Uma perspectiva
A enfermagem no desporto: que formação? Que competências? A enfermagem no desporto é um contexto da nossa prática nem sempre pensado, apesar de todos conhecermos enfermeiros que aí trabalham e alguns de vós aí exercer atividade como enfermeiros. A literatura é escassa e os planos curriculares da formação em enfermagem também não pensam neste contexto de trabalho, no entanto o estudo feito em 2001 pela OE sobre reconhecimento da individualização das especialidades em enfermagem os três cenários apresentados falavam da enfermagem do desporto.
Empresas exigem Formação de Competências
O profissional do futuro afasta-se cada vez mais do personagem retratado por Charles Chaplin no filme Tempos Modernos, lançado em 1936. Nos dias actuais, a globalização da economia e as novas tendências produtivas promoveram trasnformações significativas no mundo do trabalho, valorizando as competências dos empregados em contraposição ao interesse apenas pela técnica no exercicio de uma única função.
Construindo o Conceito de Competência
Nos últimos anos, o tema competência, seu desenvolvimento, sua gestão, entrou para a pauta das discussões acadêmicas e empresariais, associado a diferentes instâncias de compreensão: no nível da pessoa (a competência do indivíduo), das organizações (as core competences) e dos países (sistemas educacionais e formação de competências).
Novas perspectivas na formação profissional em educação física, por Irene e Mauro Betti
O objectivo deste artigo é caracterizar os principais tipos de modelos curriculares utilizados na formação profissiona em Educação Física e propor um novo, baseado no ensino reflexivo. São apresentadas e discutidas as principais críticas e limitações dos modelos de currículo tradicional-desportivo e de orientação técnico-científica.
Política de formação profissional para a educação infantil: Pedagogia e Normal Superior, por Tizuko Kishimoto
O texto trata da política de formação profissional para a educação infantil dos anos 90 configurada pelos cursos de pedagogia e normal superior. A pedagogia historicamente ofereceu a formação em nível superior, desde a década de 1930, demonstrando seu projeto político-pedagógico, ao aliar a licenciatura ao bacharelado, em cursos que formam concomitantemente o professor e o profissional da educação infantil, garantindo um espaço pedagógico de interação entre a formação geral e a profissional.
Formação de Professores, por José Pacheco
A formação de professores é central na discussão em todas as questões relativas ao sistema educativo, sobretudo a partir do momento em que se atribui à educação e formação um lugar de charneira para a resolução de diversos problemas. A centralidade do professor é colocada também nas universidades porque novos desafios existem quando estas se responsabilizam pela sua formação profssional, de acordo com diferentes modelis, processos e práticas.
Saberes profissionais dos professores e conhecimentos universitários
Há pouco tempo, no contexto das recentes reformas da formação inicial, os professores universitários, tanto americanos quanto canadenses, fizeram grandes balanços e prognósticos sombrios, motivados, em grande parte, pelo conservadorismo e pela estagnação das faculdades e dos departamentos de educação.
Educação e Formação em Portugal
O reforço da qualificação dos portugueses constitui o principal desafio estratégico que orienta as prioridades definidas em matéria de política educativa. Essas prioridades inscrevem-se no quadro definido pela Estratégia de Lisboa, reconhecendo a educação e a formação como factores insubstituíveis de desenvolvimento económico e tecnológico, da coesão social, do desenvolvimento pessoal e do exercício pleno da cidadania.
A Importância da Formação Profissional nas Empresas
Antigamente os cursos de formação eram vistos pelas empresas como um custo e sem retorno. Hoje as empresas investem em cursos de formação, pois necessitam de funcionários que estejam muito bem preparados para enfrentar quaisquer tipo de desafios que possam surgir no contexto da sua actividade profissional.
Políticas de saúde e formação de recursos humanos em Odontologia de Samuel Jorge Moysésr
Os cursos de Odontologia devem avançar para um projeto pedagógico construído coletivamente, centrado no aluno como sujeito da aprendizagem e no professor como mediador do processo ensino-aprendizagem.
Educação dos profissionais de Saúde hoje – problemas, desafios, perspectivas e as propostas do Ministério da Saúde de Laura C. M. Feuerwerker
No campo da Saúde, é indispensável que produção de conhecimento, formação profissional e prestação de serviços sejam tomados como elementos indissociáveis de uma nova prática.
Formação inicial de Professores para a Educação básica de Guiomar Namo de Mello
Para que a aprendizagem escolar seja uma experiência intelectualmente estimulante e socialmente relevante, é indispensável a mediação de professores com boa cultura geral e domínio dos conhecimentos que devem ensinar e dos meios para fazê-lo com eficácia. O artigo analisa o sistema brasileiro de formação de professores: apontando sua inadequação para colocar em prática o paradigma curricular requerido pela sociedade da informação e prescrito pela LDB; sugerindo caminhos e estratégias para a construção de modelos de formação; indicando condições mínimas para que os cursos de formação inicial de professores cumpram sua finalidade.
Formação de profissionais da educação: Visão crítica e perspectiva de mudança - Libâneo e Pimenta
O artigo apresenta breve análise crítica do histórico da formação dos profissionais da educação no Brasil, explicitando as ambigüidades do curso de pedagogia desde sua criação até a atualidade, o percurso dos cursos de formação de professores e o impacto dos debates promovidos em instituições, entidades e movimentos em torno da questão. Na seqüência, o texto analisa a natureza e a identidade da pedagogia como área de conhecimento do campo educacional e as questões relacionadas com o exercício profissional dos pedagogos e dos professores. Indica, finalmente, sugestões de organização institucional e de possíveis percursos de formação desses profissionais que apontam para uma mudança do quadro atual.
Avaliação da eficácia da Formação Profissional: Factores que afectam a transferência da formação para o local de trabalho - Ana Velada
A dinâmica socio-económica que caracteriza a época actual, associada à globalização dos mercados, gera inúmeros factores e contingências que afectam o funcionamento e a eficácia das organizações, requerendo que o seu crescimento e mesmo a sua sobrevivência estejam dependentes da implementação atempada de mudanças em algum ou alguns dos seus subsistemas (Caetano, 1999). Essas mudanças tanto podem resultar de algum processo de planeamento como podem resultar de acções improvisadas.
A Importância do Estágio na Formação Profissional por Roberto Affonso Santos
De aprendiz a proficiente. É do início desta transformação que se trata o Estágio: uma fase, uma etapa no processo de aprendizagem. Talvez até um ritual de passagem de jovens estudantes em profissionais.
Orientação profissional, formação e emprego - Preparação para uma profissão ou adaptação ao mercado de trabalho
O presente artigo defende a tese segundo a qual, perante um mercado de trabalho mais activo e mais volátil e, portanto, mais incerto e complexo, os indivíduos estão a desenvolver comportamentos de adaptação a esse novo contexto.
O Modelo das Competências Profissionais no Mundo do Trabalho e na Educação: Implicações para o Currículo, segundo Neise Deluiz
O modelo das competências profissionais começa a ser discutido no mundo empresarial a partir dos anos oitenta, no contexto da crise estrutural do capitalismo que se configura, nos países centrais, no início da década de setenta. Esta crise se expressa pelo esgotamento do padrão de acumulação taylorista/fordista; pela hipertrofia da esfera financeira na nova fase do processo de internacionalização do capital; por uma acirrada concorrência intercapitalista, com tendência crescente à concentração de capitais devido às fusões entre as empresas monopolistas e oligopolistas; e pela desregulamentação dos mercados e da força de trabalho, resultantes da crise da organização assalariada do trabalho e do contrato social.
IMPORTÂNCIA DE AVALIAR COMPETÊNCIAS NA FORMAÇÃO DE EQUIPES DE TRABALHO PARA PROJETOS TECNOLÓGICOS, segundo Dani Juliano Czelusniak e Prof. Dr. Dario Eduardo do Amaral Dergint, PPGEP/CEFET-PR
Vantagem competitiva é a palavra-chave de uma empresa que quer ganhar espaço em um mercado globalizado. Para isso, ela precisa ser percebida pelo seu público alvo entregando seu produto ou serviço mais rápido, mais barato e com mais qualidade que seus concorrentes. A formação da sua equipe de trabalho é um ponto importante que deve ser considerado pois, quando as pessoas além de estarem comprometidas com o foco do trabalho possuem o conjunto de habilidades, conhecimentos e comportamentos relevantes à sua execução torna-se fator determinante para obtenção do resultado pretendido.
Formação Profissional Realizada no Ambiente de Trabalho, segundo Sandra Regina da Luz Inácio
A formação Profissional realizada no ambiente de trabalho deve ser analisada sob os seguintes aspectos: a) Muitas empresas mantêm em seus ambientes centros de formação profissional para formar desenvolver, aperfeiçoar, especializar e atualizar sua mão-de-obra. A formação profissional realizada no trabalho ou relacionada com o emprego da pessoa fornece dados imediatos acerca dos requisitos variáveis a serem preenchidos pelos programas de formação profissional. É mais apta a atender às necessidades do empregador, à medida que ocupações desaparecem e outras surgem. A sociedade sofrerá menos perdas e os indivíduos menos frustrações, decorrentes da formação profissional inútil, em ocupações inexistentes ou a falta de treinamento em novas ocupações. b) Outro fator analisado é a capacidade dos agentes formadores de assimilar com rapidez as mudanças tecnológicas e manterem os conteúdos desenvolvidos atualizados úteis para o exercício profissional. As escolas de formação profissional são lentas e não acompanharem as mudanças tecnológicas. A formação profissional realizada na empresa tende a ser mais relevante e atual. Pode se desenvolver diretamente com os novos métodos, novas técnicas, novos procedimentos e instrumentos de trabalho que vão sendo introduzidos no sistema produtivo. c) A formação profissional realizada no ambiente de no trabalho tende a ser mais realista. É impossível para a escola do sistema regular reproduzir o ambiente de trabalho pelo alto custo, pela inviabilidade de se transferir para a sala de aula uma situação de trabalho que só o exercício efetivo de uma ocupação pode oferecer com suas características, imprevisibilidade e particularidade dos problemas.
Educação: Pluralidade, Ética e Competência na Formação Profissionalizante Continuada dos Educadores, segundo Mônica Heloisa Braga Vasques e Fabíola Cristina M. Caovilla Palipério
Diante das crises evidentes que o mundo moderno vem demonstrando neste início de século, em todos os âmbitos do saber e do fazer humanos, notadamente no da Educação atingindo conceitos de autonomia, emancipação e liberdade, cumpre-nos, mais uma vez, repensarmos e refletirmos sobre as novas competências para ensinar, novos entendimentos sobre ensinar e aprender,aprender a aprender e como apreender as novas formas de relação entre a ética e o agir pedagógico.
Formação por Competências – A abordagem do futuro, segundo Vitorino Seixas
O conceito de competência tem evoluído ao longo dos anos, tendo entretanto assumido uma formulação consensual nos países que implementaram a nova abordagem da formação por competências. No Canadá o Centro de Estudos e de Formação do Ensino Superior da Universidade de Montreal, utiliza a abordagem da formação por competências, na qual uma competência é um saber-agir complexo, adaptado a uma situação específica (profissional, escolar, pessoas, cívica, social, familiar, etc.), resultante da integração, da mobilização e da combinação estratégica e eficaz de recursos: saberes (conhecimentos), saber-fazer (habilidades) e saber-ser (atitudes).
Educação Empresarial a nova perspectiva da Formação Profissional
É neste contexto que actualmente se encontra novamente em agenda o papel da educação, que tem gerado discussões apaixonadas por todas as partes envolvidas. O trabalhador polivalente deve ser muito mais “generalista” do que especialista. Para desenvolver as novas funções, há exigências de competências de longo prazo que somente podem ser construídas sobre uma educação geral de base extremamente ampla.
Planos de formação orientados pela gestão de competências, segundo Carlos Guardado da Silva
Nas últimas três décadas, sobretudo, ocorreram diversas mutações no modelo de desenvolvimento económico, sendo a globalização a sua expressão mais recente. Sucedem-se exigências de produtividade, competitividade e mobilidade, que lançam desafios às organizações. As organizações, e as pessoas, reclamam cada vez mais por melhores padrões de qualidade e excelência, alterando-se quotidianamente os requisitos (necessidades e expectativas) dos clientes – quer das organizações públicas quer das organizações privadas – e impondo-se a necessidade de mudança dos paradigmas organizacionais.
Auto-formação: a competência chave do século XXI, segundo Ángel García del Dujo, Universidad de Salamanca
É muito frequente, quando falamos de auto-formação, referir aquela ideia que Condorcet já tinha proposto em 1972, sobre a conveniência de que os jovens adquiram “l’art de s’instruire par soi-même, de sorte qu’ils puissent continuer à s’instruire toute leur vie”. Alguns autores quiseram ver neste conciso princípio a base da concepção moderna da educação, que teria chegado até nós encapsulada em expressões ou lemas que sempre levam consigo maior valor publicitário que capacidade para explicar razoavelmente os processos de formação.
Construção e desenvolvimento das competências profissionais dos professores, segundo Manuela Esteves
Jonnaert (2002) defende a tese de que a noção de qualificação profissional foi evoluindo nas últimas décadas até se aproximar muito da de competência. Num primeiro momento (anos 50 a 80), a qualificação era definida como “o conjunto de capacidades e de conhecimentos socialmente definidos e requeridos para realizar um determinado trabalho” (Jonnaert, 2002, p. 14). Tratava-se de entender a qualificação como conjunto de qualidades evidenciadas pelo sujeito antes de desenvolver uma acção profissional – concepção que, segundo Jonnaert, sustenta uma visão instrumentalista e prescritiva da profissão (e, por inerência, da formação para a profissão).
FORMAÇÃO EXPERIENCIAL E DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS, segundo MARIA TERESA PITA NEGRÃO CARDOSO DE MENESES
A formação é o catalisador da sociedade em mudança. E necessário investir nela ao longo de toda a vida. Actualmente, na formação de adultos, aponta-se para o conceito de autoformação. Uma das facetas da produção de saber numa dinâmica de auto-formação e a formação experiencial, que surge hoje como uma nova prática de formação.
Gestão por Competências, Segundo Idalberto Chiavenato
Gestão por competências é um programa sistematizado e desenvolvido no sentido de definir perfis profissionais que proporcionem maior produtividade e adequação ao negócio, identificando os pontos de excelência e os pontos de carência, suprindo lacunas e agregando conhecimento, tendo por base certos critérios objetivamente mensuráveis.
AVALIAÇÃO: COMO AVALIAR O APRENDER A (COMPETÊNCIAS) E O APRENDER QUE (CONTEÚDOS)? Segundo António Paulo Costa
O terreno da avaliação é um terreno conceptualmente profuso e difuso onde se acomoda facilmente a desorientação. De facto, quer a bibliografia académica quer a legislação sobre a avaliação confronta-nos com termos como “conhecimentos”, “conteúdos”,“competências”, “capacidades”, “aquisições”, “destrezas”, “habilidades”, “atitudes”, “comportamentos”, etc., sem que sejam imediatamente claras as fronteiras e as correlações existentes entre eles. Tome-se, por um momento, o pacífico título desta comunicação: sugere ele a existência de uma mera relação entre a aprendizagem de competências e a aprendizagem de conteúdos, que me compete aqui esclarecer? Ou será que ela sugere a tese mais forte de que existe uma diferença substantiva, ou mesmo de uma certa oposição, entre avaliar a aprendizagem de competências e avaliar a aprendizagem de conteúdos? Mas, afinal, que relação há entre competências e conteúdos?
Microaprendizagem: uma estratégia para o desenvolvimento profissional contínuo, segundo Ilona Buchem e Henrike Hamelmann, Mediencommunity 2.0
Neste artigo apresentamos a microaprendizagem em comunidades em linha como uma estratégia educativa impulsionada pelos modelos actuais de utilização dos meios de comunicação e apoiada pelas novas tecnologias, como a Web 2.0 e o software social. Definimos a microaprendizagem como uma «inovação pragmática» no âmbito da aprendizagem ao longo da vida pela sua capacidade de suportar uma aprendizagem flexível que pode ser facilmente integrada nas actividades quotidianas, permitindo alcançar objectivos e satisfazer necessidades individuais de aprendizagem.
Avaliação na formação, segundo Carlos Fontes, Filorbis
Os dois princípios da formação profissional - a eficácia e a eficiência -, implicam um processo continuo de avaliação. Podemos definir a avaliação como uma reflexão crítica sobre todos os momentos e factores que intervêm na formação a fim de determinar quais podem ser, estão sendo ou foram, os resultados da mesma. Trata-se pois de um vasto e complexo processo que supõe a necessidade de recolher informação de diferentes momentos tendo em vista melhoria dos dispositivos de formação.
Planos de formação orientados pela gestão de competências, segundo Carlos Guardado da Silva, Câmara Municipal de Torres Vedras
Educação profissional e a formação por competências, segundo Esméria Rovai, CEETEPS
Este trabalho parte de uma preocupação com o tema da competência na educação profissional Por que a adoção dessa noção suscita dúvidas quanto a sua viabilidade para resolver sérios problemas do nosso sistema de ensino, entre eles o da própria competência profissional, é a questão norteadora da investigação. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica com o objetivo de identificar os autores e os respectivos argumentos críticos sobre o modo como essa noção vem sendo empregada na educação. Como principal resultado apurado, a critica incide sobre a questão epistemológica e metodológica da educação profissional e formação por competência.
APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA NA SOCIEDADE DO CONHECIMENTO
A aprendizagem é um processo contínuo e transversal que ocorre em todas as fases da vida de um indivíduo, sob formas diferentes e numa variedade de contextos. Efectivamente, a aprendizagem ultrapassa os contextos formais da Escola e abrange conhecimentos e competências adquiridas em ambientes não formais ou informais. O grande desafio é assim o de criar oportunidades de aprendizagem para que as pessoas possam construir conhecimento como parte integrante do seu quotidiano. Este conceito de aprendizagem ao longo da vida constitui um dos pilares básicos da cidadania activa e da Sociedade do Conhecimento e por isso tem merecido tanta atenção nos últimos tempos.
Paralelamente, a democratização inter-geracional do acesso ao conhecimento é felizmente uma preocupação crescente nas sociedades contemporâneas. Quanto mais habilitarmos os cidadãos, incluindo a população sénior, maior será o retorno para a sociedade: cidadãos mais qualificados participam mais e mais activamente.
Porém, a participação efectiva e activa na sociedade do Conhecimento depende muito da capacidade dos cidadãos acederem e utilizarem as novas tecnologias da comunicação: esta é condição sine qua non para o pleno exercício da cidadania e como tal, a aposta na formação orientada de modo a proporcionar a inclusão digital do público sénior, constitui justamente um importante factor de inclusão social.
A aquisição contínua de competências é essencial para podermos tirar partido das novas oportunidades de comunicação e de trabalho e para participarmos activamente na sociedade. Com efeito, a formação ao longo da vida e em particular a formação em tecnologias da informação e da comunicação (TIC) tornou-se indispensável na medida em que habilita os cidadãos ao pleno exercício da cidadania.
Uma discussão acerca do papel da aprendizagem organizacional na formação de competências
O dinamismo do novo cenário socioeconómico, definido pelo desenvolvimento tecnológico, está provocando a transição de um modelo fundamentado na eficiência individual para outro, cujas bases se estabelecem em medidas da eficiência colectiva. Neste contexto, a aprendizagem organizacional figura como um processo que medeia a geração de conhecimento, de habilidades e de competências para as organizações.
Educação: Pluralidade, Ética e Competência na Formação Profissionalizante Continuada dos Educadores
Auto-formação: a competência chave do século XXI
Formação por Competências – A abordagem do futuro
O conceito de competência tem evoluído ao longo dos anos, tendo entretanto assumido uma formulação consensual nos países que implementaram a nova abordagem da formação por competências.
Professional development opportunities for in-company trainers (Compilação de Boas Práticas)
This report presents a selection of initiatives that support the recognition, training and professional development of in-company trainers in Austria, Belgium, Czech Republic, Cyprus, Denmark, Finland, France, Germany, Italy, Ireland, Malta, Norway and UK. The selection of case studies includes examples of:establishing regulation and standardisation measures for trainers; developing registers of training practitioners and other forms of quality assurance certifications; validating and recognising non-formal and informal learning of trainers; encouraging continuous training for in-company trainers; supporting trainers through online resources; creating networks of trainers and communities of practice.
Perceber o significado de "Qualificações", segundo CEDEFOP
Qualificações (certificados, diplomas e títulos) desempenham um papel importante nas sociedades modernas, influenciando a forma como as pessoas, educação e formação, e as instituições do mercado de trabalho interagem.
Quarto relatório da pesquisa salienta a importância da utilização de metodologias aplicadas para apoiar a política de formação, segundo CEDEFOP
O relatório mais recente da série Cedefop mostra como a educação e formação profissional ajuda a sustentar o desenvolvimento económico, incentivando a inovação e produtividade nas empresas, fornecendo as competências que os empregadores e trabalhadores necessitam para o desenvolvimento económico.
Criada Comissão de Acompanhamento da Iniciativa Novas Oportunidades
Com a publicação da Portaria nº 73/2010, de 4 de Fevereiro, em Diário da República, foi criada a Comissão de Acompanhamento da Iniciativa Novas Oportunidades e do Sistema Nacional de Qualificações. Esta comissão tem como objectivo principal a promoção do espaço de articulação e integração das políticas de educação e de formação, de jovens e adultos, centrando a sua intervenção no desenvolvimento de estratégias de aprendizagem ao longo da vida, na consolidação da Iniciativa Novas Oportunidades e do Sistema Nacional de Qualificações, na afirmação da qualidade e da diversidade de percursos formativos, na valorização e reforço do Sistema Nacional de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, na qualificação dos agentes e operadores de educação e formação e no incremento da qualidade e da inovação no domínio do currículo, das metodologias e dos recursos pedagógicos.
Como a formação e desenvolvimento de competências geram mais-valias numa organização
Este interessante artigo da Mile High Research apresenta um estudo que inclui 4 importantes razões que justificam a formação contínua nas organizações, pelo seu retorno do investimento e geração de mais valias para o seu negócio.
Aprendizagem ao longo da vida – O Processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências
Com a crise que o país enfrenta nos dias de hoje, torna-se cada vez mais necessário apostar em formação ao longo da vida. São cada vez mais frequentes os jovens e adultos que apostam na sua qualificação no âmbito da Iniciativa Novas Oportunidades, quer por iniciativa própria, quer por incentivo da sua entidade patronal.